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Publicado em: 13/01/2017 12h31

A alegria de retornar ao consultório

Apaixonado pela profissão, Marco Bianchini descreve o início de mais um ano como dentista.

No último dia 9 de janeiro voltei ao trabalho, depois das férias de final de ano. Sempre quando se volta ao trabalho, após uma pausa, existe aquela letargia inicial. Parece que estamos mais lentos em tudo, a mão não obedece mais tão rapidamente como costumava obedecer, os instrumentos parecem conspirar contra nós. Enfim, estamos sem ritmo de jogo, além daquela preguiça característica de verão, onde o único lugar que gostaríamos de estar seria na praia. Entretanto, contrariando estas sensações que geralmente me atingem nesta época do ano, eu fui dominado por uma intensa vontade de voltar ao consultório.

O dia 9 – uma segunda-feira – amanheceu ensolarado aqui em Floripa, o que já serve para irritar um pouco aqueles que não podem curtir o mar e precisam trabalhar. Mas, comigo foi diferente. Agradeci imensamente a Deus pelo dia lindo de viver e me joguei na minha clínica para planejar a semana. Eu não tinha pacientes agendados pela manhã, mas precisava ir ao consultório para me inteirar de tudo e checar meus planejamentos e os tratamentos que iria reiniciar. Sentar na frente do computador e recomeçar as atividades estava sendo melhor do que um mergulho nas águas límpidas da praia dos Açores, no sul da ilha aqui de Florianópolis. O que será que estava acontecendo? Deveria eu procurar um psiquiatra?

No período da tarde pude, então, tornar a fazer uma das atividades que mais gosto: atender pacientes. Foram quatro horas de trabalho, consultando, raspando e operando. Era eu sendo dentista outra vez. E como é maravilhosa esta profissão! Como é intensa e prazerosa a nossa relação com os clientes. Quando ficamos alguns dias sem clinicar, sentimos o quanto nos satisfaz realizar os tratamentos que as pessoas estão precisando. Desta forma, nos orgulhamos profundamente dos casos concluídos e da satisfação que proporcionamos aos nossos pacientes.

No fim deste meu primeiro dia de retorno ao trabalho, conversei com a minha esposa que também é dentista. Pude compartilhar todos estes meus sentimentos. Para a minha surpresa, ela também estava sentindo a mesma coisa. Talvez tenhamos sido contaminados com algum vírus ou algo parecido... Mas, na verdade, acredito que o que ocorreu é um entendimento do balanço das atividades que realizamos no nosso dia a dia. As férias não seriam tão boas se não fosse o trabalho. Para descansar, é preciso estar cansado primeiro. Como diz o meu amigo, Dr. Diego Klee de Vasconcelos, “a sexta-feira não seria tão boa se não houvesse a segunda-feira”.

Apesar dos pacientes difíceis, insucessos e erros, ainda temos uma profissão maravilhosa. Se fizermos uma contabilidade, iremos observar que os problemas são bem poucos quando comparados aos casos realizados com sucesso. Os pacientes são, na sua imensa maioria, pessoas “gente fina”. Os “malas” são uma grande minoria. Ter uma profissão reconhecida no mercado – e que realmente devolve a saúde às pessoas – é um presente de Deus que não podemos desperdiçar. Quando o nosso olhar se torna otimista e valorizamos mais os aspectos positivos da nossa vida profissional, certamente iremos falar em alto e bom som: COMO É BOM SER DENTISTA!
 

“Nós não recebemos o espírito do mundo, mas sim o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer os dons que Deus nos concedeu gratuitamente.” (1 Coríntios 2, 12)

 

 
   

Marco Bianchini

Professor adjunto IV do departamento de Odontologia (disciplinas de Periodontia e Implantodontia) e coordenador do curso de especialização em Implantodontia - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Autor do livro "O passo a passo cirúrgico em Implantodontia".

Contato: bian07@yahoo.com.br

 



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