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Publicado em: 17/03/2017 13h53

A Implantodontia exige confiança do profissional

Marco Bianchini usa exemplo cotidiano para reforçar necessidade da preparação e conhecimento.

Seja no trabalho ou em algum tipo de esporte, a confiança é tudo. Quando realmente acreditamos no que estamos fazendo e confiamos que o resultado será positivo, geralmente alcançamos o sucesso. Porém, esta combinação de acreditar e confiar para se ter um resultado favorável, está diretamente relacionada à preparação e ao treinamento que tivemos de fazer para ter esta autoconfiança e alcançar o tão sonhado sucesso.

Resolvi falar deste assunto após assistir, no último domingo, o programa The Voice Kids, da Rede Globo. Uma das competidoras – Giulia Soncini – é muito próxima da minha família e acabamos por nos envolver no processo. A Giulia se classificou para a semifinal desta competição, mas isto não aconteceu por acaso. Quando observamos o seu desempenho espetacular, recheado de graça e com uma confiança de fazer inveja a muitos atletas e cantores profissionais, temos que entender o que está por trás de tudo isso. Obviamente, existe um talento natural, privilégio de poucos, mas também existe toda uma preparação que resulta na confiança que ela apresenta.

Giulia Soncini cantando no The Voice Kids do último domingo (imagem: reprodução)


Os pais da Giulia (Marcio e Ticiana), além dos avós, tios, primos, parentes e amigos próximos, sabem o quanto esta menina tem se envolvido com a música, desde que este dom começou a aparecer nela. Quem vive o dia a dia da Giulia sabe o quanto ela e a família já tiveram que se dedicar para poder aperfeiçoar o dom maravilhoso que Deus lhe deu. Felizmente, como este dom é uma alegria para a Giulia, ela sente prazer e felicidade em aperfeiçoar a sua voz. O que para muitos seria extremamente enfadonho, para a Giulia é mais uma diversão que ela tem na vida. Assim como brinca com os primos e amigos, ela “brinca” de melhorar a sua performance.

Na Implantodontia a coisa funciona da mesma forma. É preciso ter muita confiança no que estamos oferecendo aos nossos pacientes. Mas, esta confiança só vai aparecer se existir da nossa parte, profissionais, uma grande preparação, com treinamento especializado e investimento em conhecimento para poder oferecer aos clientes um tratamento que realmente acreditamos e temos a absoluta certeza de que ele dará certo. Oferecemos implantes para repor dentes perdidos, pois temos a plena convicção de que esta é a melhor terapia para estas situações. Mas, não foi assim no passado.

Os primórdios da Odontologia nos remetem a um tempo em que os dentistas não teriam coragem de colocar em suas próprias bocas aquilo que estavam oferecendo aos pacientes. Imaginem vocês um dentista tirando a dentadura de sua própria boca para mostrar a um paciente como ela tinha ficado bonita. Ou, ainda, abrindo a boca para mostrar uma coroa de ouro puro em um primeiro molar. Realmente, seriam situações bastante esdrúxulas. Já nos dias atuais, muitos dentistas que são portadores de algum implante dentário não se refutam em mostrar e discutir isto com os seus pacientes. Isto ocorre porque estes profissionais têm plena convicção e confiança no tratamento que fizeram.

A confiança no que se faz não aparece do nada e nem está relacionada à autoestima exagerada. Na verdade, ela está tenazmente unida a um treinamento contínuo, a uma repetição extenuante que faz com que adquiramos excelência naquilo que fazemos. Uma vez que nos tornarmos experts, após muita dedicação e correção de falhas, teremos uma enorme confiança em realizar aquilo que treinamos, pois sabemos que não irá dar errado, uma vez que já o fizemos repetidas vezes com resultados positivos. Assim, se queremos ser confiantes na Implantodontia, temos que fazer como a Giulia: associar o dom que Deus nos deu a um treinamento intensivo, recheado de alegria, pois estamos fazendo aquilo que gostamos.

 

Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida. Peça-a, porém, com fé, sem duvidar, pois aquele que duvida é semelhante à onda do mar, levada e agitada pelo vento. Não pense tal homem que receberá coisa alguma do Senhor; é alguém que tem mente dividida e é instável em tudo o que faz. (Tiago 1:5-8)

 

 
   

Marco Bianchini

Professor associado II do departamento de Odontologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); autor dos livros "O Passo a Passo Cirúrgico na Implandotontia" e "Diagnóstico e Tratamento das Alterações Peri-Implantares".

Contato: bian07@yahoo.com.br

 

 

 



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