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Publicado em: 21/07/2017 09h36

Como tirar as dúvidas que surgem no consultório?

Marco Bianchini indica que o hábito de estudar regularmente pode ser o caminho para um bom desempenho clínico.

A aquisição de conhecimento não se dá exatamente da mesma forma com todos os dentistas. Nesse processo, há diversos fatores que interferem, como o interesse pessoal por determinados assuntos, a facilidade de lidar com as falhas ou com problemas que exigem maior racionalidade, além da capacidade de autocrítica e humildade, que nos levam ao caminho do estudo e da busca por conhecimento.

Por entender que essa multiplicidade de maneiras de se apropriar dos conhecimentos é natural, os professores e palestrantes normalmente utilizam diferentes estratégias de ensino. Contudo, dependendo do assunto abordado, alguns ouvintes – sejam eles alunos ou frequentadores de cursos ou congressos – podem não se sentir prontos e seguros para fazer questionamentos. Assim, muitos voltam para os seus consultórios com as mesmas dúvidas que tinham.

É quando surge aquela questão que está difícil de esclarecer, ou quando aquele caso parece não ter resolução, que um dentista se sente solitário e desamparado, com necessidade de procurar ajuda. Normalmente, a ajuda poderia vir de outro colega, mas o orgulho e a concorrência entre os pares impedem essa troca de informações. Daí vêm as pesquisas no “Dr. Google”, que não filtra nada e, muitas vezes, só aumenta a nossa angústia. O que fazer então?

Eu conheço muitos colegas que deixaram o orgulho e o preconceito de lado e frequentam grupos de estudo e de discussão de casos clínicos, criados por eles mesmos. Gente que se reúne mensalmente para trocar informações e compartilhar sucessos e fracassos. Esta é uma atividade muito salutar, que pode ajudar na solução dos mais diversos problemas que enfrentamos no dia a dia do consultório.

Ao longo da nossa vida como dentistas, os profissionais que buscam enfrentar as dúvidas e os insucessos se mostram mais interessados e motivados para encarar os desafios futuros. Com hábitos de estudo mais aguçados, o medo e a insegurança são dissolvidos por eles que, com o apoio mútuo, tornam-se cada vez mais confiantes e autônomos.

Os congressos e cursos rápidos aparecem como a primeira escolha que todos nós fazemos para aprender uma nova técnica, aperfeiçoar outras e, principalmente, tirar dúvidas. Baseados nisso, eu e o Professor Antônio Carlos Cardoso estaremos no IN 2017 coordenando uma sala que se chama “Plantão de Dúvidas”. Nesta atividade, as palestras terão um formato diferente, pois o título já é uma pergunta. Assim, o foco não será o palestrante, mas sim o tempo de questionamentos, que poderá se estender em até 30 minutos por palestra. Assim, todos terão chance de perguntar e tirar suas dúvidas com os professores de plantão.

Portanto, seja em um congresso como o IN 2017 ou em pequenos grupos de profissionais, o plantão de dúvidas é uma importante ferramenta para que os implantodontistas possam melhorar suas performances, seus estudos e sua organização. Com certeza, criar o hábito de estudar regularmente é o caminho para um bom desempenho clínico de longo prazo.

 

Referências

Carolina Geromel, Elisângela Teixeira, Giovanna Milanez de Castro e Natália Gomes (professoras plantonistas do Colégio Next Itatiba/SP)

 

“Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12:2)
 

 
   


Marco Bianchini

Professor associado II do departamento de Odontologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); autor dos livros "O Passo a Passo Cirúrgico na Implandotontia" e "Diagnóstico e Tratamento das Alterações Peri-Implantares".

Contato: bian07@yahoo.com.br

 

 



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