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Publicado em: 03/11/2017 10h33

Implantodontia brasileira entre as melhores do mundo

Em conversa com Marco Bianchini, o italiano Adriano Piatelli elogia os pesquisadores e clínicos brasileiros.

No último sábado, dia 28 de outubro, tivemos em Florianópolis (SC) um evento que marcou o início oficial da Academia Catarinense de Implantodontia (Acimplant). Os palestrantes foram os professores Hugo Nary Filho, de Bauru (SP), Jamil Shibli, de Guarulhos (SP), e Adriano Piatelli, da Itália. Organizado pelos colegas Bruno Felipe Mello, Gustavo Coura e Ivan Borges Júnior, este primeiro encontro lançou oficialmente as atividades da academia e proporcionou uma interessante mistura de temas, essencialmente clínicos, com assuntos mais acadêmicos, voltados para pesquisas.

Bruno Felipe Mello interage com os professores Hugo Nary Filho, Adriano Piatelli e Jamil Shibli.

 

Dentro desse contexto, vale a pena citar o professor italiano Adriano Piatelli, que frequentemente vem ao Brasil e tem parcerias com várias universidades e pesquisadores brasileiros, o qual foi recentemente reconhecido como pesquisador que mais publica dentro da Implantodontia mundial. Além disso, para nosso orgulho, o professor brasileiro Jamil Shibli está entre os 20 pesquisadores que mais publicam neste ranking mundial. Estes dados demonstram como o Brasil está inserido em alto nível dentro da Implantodontia global. Sem falar no mercado, no qual estamos entre os cinco países do mundo que mais consomem implantes. Assim, seja você um pesquisador ou um clínico, sinta-se um grande colaborador para este destaque brasileiro na Implantodontia.

A formação acadêmica brasileira certamente tem um peso importante para que ocupemos lugares de destaque dentro da Implantodontia mundial. O intenso número de escolas desta especialidade espalhadas pelo Brasil ajuda neste papel. Eu mesmo, que sou um crítico do número exagerado de escolas que fornecem certificados de aperfeiçoamento e especialização – onde todos viraram professores –, me sinto no dever de rever um pouco os meus conceitos. Afinal, não podemos classificar todas as escolas da mesma maneira. Existem as boas, as regulares e as ruins. Em um País que busca a livre iniciativa, deixemos para o mercado fazer esta regulação e esvaziar aquelas que não tem competência para se manter no topo.

Mas, voltando ao evento e às palestras dos professores, observei que a audiência era de muitos clínicos que conseguiram linkar os conhecimentos científicos oriundos das pesquisas em seu dia a dia clínico. Vejo que isto vem acontecendo com mais frequência em todos os eventos em que eu participo. Antigamente, bastava o palestrante mostrar uma lâmina histológica ou um gráfico que a plateia já começava a sair da sala. Este comportamento nos fez pagar uma conta alta até os dias de hoje, pois os insucessos vieram. Na maioria das vezes, aconteciam por falta de conhecimento científico e ocasionavam sérios problemas, não só para os profissionais, mas principalmente para os pacientes.

No dia 31 de outubro, o professor Adriano Piatelli visitou o Cepid - UFSC (Centro de Ensino e Pesquisa em Implantes Dentários da Universidade Federal de Santa Catarina). Junto com os professores Ricardo Magini, Cesar Benfatti e Diego Klee, além dos alunos de graduação e pós-graduação, conseguimos mostrar a ele o que estamos realizando, tanto no aspecto clínico quanto nas pesquisas. Ouvi dele um sincero comentário: ele sente um enorme prazer em trabalhar com equipes brasileiras, e considera a nossa Implantodontia como uma das melhores do mundo. Acredito que isto não se deve apenas aos professores pesquisadores, mas também a maioria dos clínicos, que se sentam no mocho o dia inteiro, procurando realizar tratamentos de alto nível e que satisfaçam os seus pacientes.

Os professores Cesar Benfatti, Adriano Piatelli, Diego Klee e Marco Aurelio Bianchini no Cepid - UFSC.

 

Resolver os problemas dos nossos pacientes desdentados é o grande objetivo de qualquer implantodontista, seja ele um clínico ou pesquisador. Por mais básica que seja uma pesquisa, ela só será reconhecida em alto nível se tiver aplicabilidade clínica, mesmo que isso demore um pouco. O Brasil está plenamente inserido na Implantodontia mundial, e isso não vem de hoje. O esforço das várias universidades e professores brasileiros, que a cada ano formam mais e mais alunos capacitados, vem engrandecendo a nossa especialidade e aumentando a segurança dos nossos pacientes quando optam por um tratamento com implantes. Cabe a nós todos sermos cada vez mais criteriosos e mantermos o esforço conjunto para continuarmos este crescimento.

 

“Não te indignes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniquidade. Porque cedo serão ceifados como a erva, e murcharão como a verdura. Confia no Senhor e faze o bem; habitarás na terra, e verdadeiramente serás alimentado” (Salmos 37, 1-3)


 

 
   


Marco Bianchini

Professor associado II do departamento de Odontologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); autor dos livros "O Passo a Passo Cirúrgico na Implantodontia" e "Diagnóstico e Tratamento das Alterações Peri-Implantares".

Contato: bian07@yahoo.com.br

 


 



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