PróteseNews 2018 | V5N2 | Páginas: 162-70

Cimentação adesiva dos retentores de fibra de vidro: o que precisamos saber?

Adhesive cementation of fiber posts: what we need to know?

Autor(es):

Guilherme Schmitt de Andrade1
Ana Beatriz Gomes de Carvalho1
Diogo Viegas2
Nayara Fernanda Barchetta3
Júlio Nogueira Luz3
Guilherme de Siqueira F. A. Saavedra4

1Mestrandos em Odontologia Restauradora, especialidade Prótese Dentária – ICT Unesp, São José dos Campos/SP.
2Especialização em Prótese, licenciado em Medicina Dentária, licenciado em Prótese Dentária e prof. assistente convidado na disciplina de Prótese Fixa – Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa (FMDUL).
3Mestres e doutorandos em Odontologia Restauradora, especialidade Prótese Dentária – ICT Unesp, São José dos Campos/SP.
4Professor do curso de pós-graduação em Odontologia Restauradora, especialidade Prótese Dentária – ICT Unesp, São José dos Campos/SP.

Resumo:

Este artigo descreveu, através de uma revisão da literatura, conceitos atuais acerca da cimentação adesiva de pinos de fibra de vidro. Já que a união entre cimento resinoso, pino e dentina assume um papel importante na longevidade do tratamento protético restaurador. Na presente revisão, foram discutidos tópicos como a influência da espessura do cimento, as estratégias adesivas que podem ser utilizadas e fatores que podem influenciar na escolha do tipo de cimento resinoso a ser utilizado, os métodos indicados para a inserção desses cimentos no interior do conduto radicular e os conceitos referentes ao tratamento de superfície, tanto do pino de fibra como da superfície dentinária.

Unitermos:

Retentor intrarradicular; Cimentação; Cimentos dentários.

Abstract:

This paper has described through current literature concepts the adhesive cementation of fiberglass posts since the adhesive union between resin cement, post and dentin plays an important role in the longevity of the restorative and prosthetic treatment. The present review discussed topics such as: the influence of cement thickness, the adhesive strategies that can be used and factors that may influence the choice of the type of resin cement to be used, the methods indicated for the insertion of these cements inside the root canal, and concepts regarding the surface treatment of both post and dentin surfaces.

Keywords:

Endodontic post; Cementation; Dental cements.

Introdução

Vários materiais já foram utilizados como ancoragem intrarradicular, sendo que os mais utilizados hoje em dia são os núcleos metálicos fundidos e os pinos de fibra de vidro com núcleo de preenchimento em compósitos.

Porém, muito se discute a respeito do comportamento biomecânico de retentores de fibra de vidro e dos núcleos metálicos fundidos, e como eles afetariam a longevidade e sucesso de um tratamento reabilitador protético em um dente endodonticamente tratado. A rigidez, ou seja, o módulo elástico do material utilizado para a confecção do retentor influencia consideravelmente o comportamento biomecânico do tratamento, isso porque retentores rígidos com alto módulo elástico, como os metálicos, podem promover melhor retenção da restauração coronária e levar a uma distribuição de tensão mais uniforme no canal radicular. No entanto, por não se flexionarem, a tensão é distribuída para a dentina, principalmente no terço médio e apical da dentina radicular, de modo que fraturas radiculares catastróficas são mais comuns quando esses dentes são submetidos a sobrecargas1. Já retentores com menor módulo elástico, como os de fibra de vidro, podem se flexionar sob altas cargas, podendo levar à perda de retenção do retentor ou restauração até a sua fratura, mas evitando a fratura radicular1. Desse modo, é possível inferir que os retentores falhariam antes da fratura do remanescente, se o retentor intrarradicular utilizado for fabricado com materiais menos rígidos, como os materiais de fibra de vidro.

No entanto, no que diz respeito à longevidade clínica, estudos clínicos demonstram que tais modalidades têm obtido bons resultados, com taxas de sucesso entre 93% e 94% para ambas2. Para os retentores de fibra de vidro, um fator que parece influenciar fortemente a longevidade clínica é a quantidade de remanescente coronário, que é inversamente proporcional à falha por desalojamento do retentor3. Isso ocorre porque a concentração de tensões na linha de cimento é agravada na falta de um remanescente coronário com mais de 2 mm3, enquanto a falta de um remanescente coronário em dentes restaurados com núcleos metálicos fundidos está associada a uma maior probabilidade de fraturas radiculares4. Fatos que reforçam a afirmação de que a perda da resistência e a taxa de sucesso no tratamento de um dente tratado endodonticamente estão relacionadas à quantidade de remanescente coronário5.

Como já foi dito, o modo de falha mais recorrente para dentes tratados com retentores de fibra é a perda de retenção, por isso o sucesso da cimentação adesiva influencia a longevidade da restauração. A dificuldade de se obter uma boa adesão ao canal radicular ocorre por uma série de fatores, tais como: configuração cavitária, que exerce forte influência sobre a contração de polimerização provocada pelo alto fator C, dificuldade de fotopolimerização6, complexidade no controle de umidade7, possibilidade de incorporação de bolhas na película de cimento8e a presença de debris e restos de cimento endodôntico. Tais fatores, somados às forças oclusais cíclicas, provocam fadiga na interface adesiva, e as tensões que ali se concentram fazem com que os defeitos provocados se propaguem de modo a desalojar o retentor do canal radicular3.

Foi constatado que pinos de fibra de vidro, quando cimentados adesivamente por operadores com maior conhecimento técnico-científico, obtinham maiores resultados de resistência de união9. Por isso, a importância clínica de conhecer os fatores que podem influenciar positivamente ou negativamente a cimentação adesiva de retentores de fibra de vidro. Este trabalho tem o intuito de discutir aspectos importantes relacionados aos procedimentos adesivos no canal radicular, expondo protocolos baseados em evidências que podem ser utilizados para otimizar a cimentação adesiva de retentores de fibra de vidro.

Revisão da Literatura

Após o tratamento do canal radicular, o cirurgião-dentista tem a tarefa de restaurar o dente, a fim de devolver forma, função e estética. A restauração deve possuir uma adequada retenção sem que haja danos ao tecido dental remanescente. Além disso, deve prevenir a microinfiltração bacteriana e possíveis fraturas radiculares1.

Retentores intrarradiculares eram indicados com a intenção de reforçar a estrutura dentária em dentes que receberam tratamento endodôntico, isso porque se acreditava que a desvitalização pulpar desidrataria os túbulos dentinários diminuindo a sua resistência10. No entanto, ao contrário do que se pensava, o tratamento não enfraquece a dentina radicular11. Na verdade, a extensa perda de estrutura dentária, seja por lesões cariosas, fratura ou preparo cavitário é o que diminui a resistência à fratura desses dentes, antes mesmo do tratamento endodôntico12. Desse modo, retentores intrarradiculares não reforçam o remanescente dental, tendo em vista que o desgaste realizado para sua inserção enfraquece o remanescente dentário13. Além disso, a sua instalação cria uma restauração com comportamento biomecânico não natural, pois o conduto é preenchido com um material mais rígido que os tecidos pulpares14. Por isso, o objetivo de sua indicação está atrelado à necessidade de obter formas de retenção e resistência ao preparo protético.

A cimentação adesiva, tanto da restauração coronária quanto do retentor intrarradicular, tem um importante papel no desempenho biomecânico de todo o tratamento. Pinos de fibra cimentados com cimentos resinosos distribuem as forças oclusais mais uniformemente em direção ao longo eixo da raiz15, o que reforça a importância do conhecimento dos fatores que envolvem a adesão aos canais radiculares.

Discussão

Uma justa adaptação de um retentor metálico fundido com as paredes do canal radicular, resultando em uma fina película de cimento, é esperada a fim de se obter uma melhor retenção do pino no interior do conduto, no entanto, para pinos de fibra esse conceito parece ser diferente16-19. Normalmente, sistemas de pinos de fibra são vendidos juntos a fresas recomendadas pelo fabricante com o diâmetro compatível ao do pino (Figura 1). Estudos têm demonstrado que a utilização de uma fresa com diâmetro maior do que a do pino de fibra garante maior retenção no interior do conduto do que a utilização da fresa recomendada pelo fabricante19(Figura 2).

O controle de umidade é uma dificuldade para adesão na dentina coronária e, por isso, os fabricantes têm desenvolvido sistemas adesivos simplificados com o intuito de reduzir erros inerentes à técnica, e o mesmo vale para o canal radicular. Estudos têm comprovado que os cimentos resinosos autoadesivos têm obtido melhores resultados quando comparados com os cimentos com condicionamento ácido prévio e autocondicionantes16,20-21(Tabela 1). Cimentos resinosos autoadesivos são menos sensíveis à presença de umidade, uma vez que eles dispensam uma fase crítica, que é o condicionamento ácido da dentina e a aplicação do adesivo (Tabela 1). Sua propriedade adesiva é baseada na presença de monômeros ácidos que se desmineralizam e se infiltram no substrato dentinário, criando retenções micromecânicas na dentina radicular e ligações químicas com a hidroxiapatita. A umidade presente na matriz dentinária promove a ionização dos monômeros ácidos residuais e culmina com a transformação para um material hidrofóbico com valores de pH neutro20.

Cimentos resinosos que utilizam sistemas adesivos com condicionamento ácido prévio requerem uma técnica precisa, e devido à maior quantidade de passos (Tabela 1), erros podem ser incluídos durante o procedimento. Esses sistemas também são criteriosos no que diz respeito ao controle da umidade da dentina e à infiltração adequada do adesivo no canal radicular20-21.Outra estratégia seria a utilização de cimentos autocondicionantes, que são cimentos vendidos junto a primers autocondicionantes, que são aplicados na dentina previamente à cimentação. A aplicação dessas soluções nos canais radiculares é mais complexa do que os cimentos autoadesivos, particularmente no que se refere à adequada evaporação do solvente, controle e remoção do excesso de adesivo e fotopolimerização no interior do conduto20-21(Tabela 2).

A forma com que o cimento é levado ao conduto radicular também influencia na resistência de união adesiva. O cimento pode ser levado ao conduto de várias formas, tais como aplicação do cimento no canal utilizando Lentulo, no próprio retentor ou levando diretamente ao canal, com o auxílio de uma seringa Centrix. A melhor maneira de realizar tal procedimento é com o auxílio de uma seringa Centrix (Figuras 3), porque o número de bolhas é reduzido, permite maior contato do cimento com o retentor e também diminui a probabilidade de que defeitos originados em alguma bolha se propaguem de modo a promover o descolamento da interface adesiva8,18,20,22.

Vários tratamentos de superfície têm sido sugeridos, tanto para a do retentor quanto para a dentinária, a fim de otimizar a adesão. Para a superfície do retentor, pré-tratamentos, como jateamento com óxido de alumínio, silicatização e condicionamento com ácido fluorídrico têm sido considerados com a intenção de expor as fibras de vidro e aumentar assim a união química com os agentes silanos. E, embora esses tratamentos tenham mostrado resultados positivos23, mais estudos são necessários, a fim de se estabelecer um protocolo definitivo, de modo que a sua inclusão no processo possa ser estabelecida de acordo com a preferência do clínico. Para evitar contaminantes resultantes da manipulação da superfície do pino, a limpeza é recomendável. Ela pode ser realizada com álcool 70° e ácido fosfórico 37%, por 30 segundos. Nesse caso, essas substâncias agirão como limpeza prévia à silanização e não como agentes para o aumento da resistência de união24(Figuras 4). Vale ressaltar que como tratamento da superfície do pino é consenso na literatura que a utilização do silano é indispensável23,25-26(Figuras 5). Os agentes silanos possuem moléculas bifuncionais, que, em uma das suas extremidades, se liga quimicamente com a fibra de vidro inorgânica e a outra extremidade com o cimento resinoso27. Por isso, mesmo com os protocolos de cimentação simplificados, seu papel na união entre interface cimento/retentor ainda é fundamental26. Outro fator discutido na literatura científica é a aplicação do adesivo na superfície do retentor, que pode ser dispensada quando o cimento autoadesivo for utilizado26.

 

TABELA 1 – CLASSIFICAÇÃO DOS CIMENTOS RESINOSOS QUE PODEM SER UTILIZADOS PARA CIMENTAÇÃO ADESIVA DE RETENTORES INTRARRADICULARES, QUANTO AO CONDICIONAMENTO DO SUBSTRATO DENTINÁRIO E NÚMERO DE PASSOS

  Passos  
Tipo de cimento Condicionamento ácido da dentina Adesivo Cimento Nº de passos
Condicionamento ácido total 3
Autocondicionante (Utilizar primer autocondicionante do sistema) 2
Autoadesivo 1
 

TABELA 2 – ALGUMAS APRESENTAÇÕES COMERCIAIS DE CIMENTOS RESINOSOS COM POLIMERIZAÇÃO QUÍMICA OU DUAL QUE PODEM SER UTILIZADOS PARA CIMENTAÇÃO ADESIVA DE RETENTORES INTRARRADICULARES

  Tipo de cimento resinoso
Nome comercial Condicionamento ácido total Autocondicionante Autoadesivo
Allcem Dual (FGM)    
Allcem Core (FGM)    
Relyx ARC (3M Espe)    
Enforce (Dentsply)    
Variolink N (Ivoclar Vivadent)    
C&B Cement (Bisco)    
Rebilda DC (Voco)    
LuxaCore Z (DMG)  
NX3 (Kerr)    
Multilink N (Ivoclar Vivadent)    
Panavia F 2.0 (Kuraray)    
RelyX Ultimate (3M Espe)    
Duo-Link SE (Bisco)    
Bifi x QM (Voco)  
Relyx U200 (3M Espe)    
Multilink Speed (Ivoclar Vivadent)    
seT PP (SDI)    
Maxcem Elite (Kerr)    
Biscem (Bisco)    
Bifi x SE (Voco)    
G-CEM LinkAce (GC)    

 

 

Quanto ao tratamento da superfície da dentinária, estudos laboratoriais têm demonstrado que a utilização de EDTA 17% durante um minuto e hipoclorito de sódio (NaOCl) 5% pelo mesmo tempo, seguida de irrigação com água destilada (Figura 6), aumenta a resistência de união e a penetração do cimento resinoso autoadesivo no interior dos túbulos dentinários28-30. Essa proposta se baseia na remoção da smear layer causada pela instrumentação endodôntica e desobturação dos condutos, permitindo maior contato do agente cimentante com a superfície dentinária.

Conclusão

Conclui-se, segundo a literatura consultada, que cimentos resinosos autoadesivos são, atualmente, a opção mais vantajosa para a cimentação de retentores de fibra, por possuírem menor número de passos, minimizando as chances de erro do operador. Quanto à forma com que o cimento deve ser levado ao conduto, o uso de uma seringa Centrix promove uma camada mais uniforme de cimento. Com relação ao tratamento de superfície do retentor, a aplicação do silano é recomendada. Já para o tratamento de superfície da dentina, recomenda-se a aplicação de EDTA seguido de NaOCl, ambos por um minuto, para remoção da smear layer .

Nota de esclarecimento

Nós, os autores deste trabalho, não recebemos apoio financeiro para pesquisa dado por organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. Nós, ou os membros de nossas famílias, não recebemos honorários de consultoria ou fomos pagos como avaliadores por organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho, não possuímos ações ou investimentos em organizações que também possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. Não recebemos honorários de apresentações vindos de organizações que com fins lucrativos possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho, não estamos empregados pela entidade comercial que patrocinou o estudo e também não possuímos patentes ou royalties , nem trabalhamos como testemunha especializada, ou realizamos atividades para uma entidade com interesse financeiro nesta área.

 

Endereço para correspondência
Guilherme Saavedra
Av. Brigadeiro Faria Lima, 1.690 – Sala 12 – Jardim Paulistano
01451-001 – São Paulo – SP
Tel.: (11) 3031-5007
saavedra_guilherme@hotmail.com

Galeria

Referências bibliográficas:

  1. Stricker EJ, Göhring TN. Influence of different posts and cores on marginal adaptation, fracture resistance, and fracture mode of composite resin crowns on human mandibular premolars. An in vitro study. J Dent 2006;34(5):326-35.
  2. Ploumaki A, Bilkhair A, Tuna T, StampfS, Strub JR. Success rates of prosthetic restorations on endodontically treated teeth; a systematic review after 6 years. J Oral Rehabil 2013;40(8):618-30.
  3. Ferrari M, Cagidiaco MC, Goracci C, Vichi A, Mason PN, Radovic I et al. Long-term retrospective study of the clinical performance of fiber posts. Am J Dent 2007;20(5):287-91.
  4. Pereira JR, de Ornelas F, Conti PCR, do Valle AL. Effect of a crown ferrule on the fracture resistance of endodontically treated teeth restored with prefabricated posts. J Prosthet Dent 2006;95(1):50-4.
  5. Sarkis-Onofre R, Fergusson D, Cenci MS, Moher D, Pereira-Cenci T. Performance of post-retained single crowns: a systematic review of related risk factors. J Endod 2017;43(2):175-83.
  6. Ferrari M, Mannocci F, Vichi A, Cagidiaco MC, Mjor IA. Bonding to root canal: structural characteristics of the substrate. Am J Dent 2000;13(5):255-60.
  7. Zicari F, Couthino E, de Munck J, Poitevin A, Scotti R, Naert I et al. Bonding effectiveness and sealing ability of fiber-post bonding. Dent Mater 2008;24(7):967-77.
  8. Souza ACO, Gonçalves FDCP, Anami LC, de Melo RM, Bottino MA, Valandro LF. Influence of insertion techniques for resin cement and mechanical cycling on the bond strength between fiber posts and root dentin. J Adhes Dent 2015,17(2):175-80.
  9. Gomes GM, Gomes OM, Reis A, Gomes JC, Loguercio AD, Calixto AL. Effect of operator experience on the outcome of fiber post cementation with different resin cements. Oper Dent 2013;38(5):555-64.
  10. Sokol DJ. Effective use of current core and post concepts. J Prosthet Dent 1984;52(2):231-4.
  11. Fusayama T, Maeda T. Effect of pulpectomy on dentin hardness. J Dent Res 1969;48(3):452-60.
  12. Dietschi D, Duc O, Krejci I, Sadan A. Biomechanical considerations for the restoration of endodontically treated teeth: a systematic review of the literature - part 1. Composition and micro and macrostructure alterations. Quintessence Int 2007;38(9):733-43.
  13. Magne P, Carvalho AO, Bruzi G, Anderson RE, Maia HP, Giannini M. Influence of no-ferrule and no-post buildup design on the fatigue resistance of endodontically treated molars restored with resin nanoceramic CAD/CAM crowns. Oper Dent 2014;39(6):595-602.
  14. Torres-Sánchez C, Montoya-Salazar V, Córdoba P, Vélez C, Guzmán-Duran A, Gutierrez-Pérez J-L, et al. Fracture resistance of endodontically treated teeth restored with glass fiber reinforced posts and cast gold post and cores cemented with three cements. J Prosthet Dent 2013;110(2):127-33.
  15. Al-Omiri MK, Mahmoud AA, Rayyan MR, Abu-Hammad O. Fracture resistance of teeth restored with post-retained restorations: an overview. J Endod 2010;36(9):1439-49.
  16. Bergoli CD, Amaral M, Boaro LC, Braga RR, Valandro LF. Fiber post cementation strategies: effect of mechanical cycling on push-out bond strength and cement polymerization stress. J Adhes Dent 2012;14(5):471-8.
  17. da Rosa RA, Bergoli CD, Kaizer OB, Valandro LF. Influence of cement thickness and mechanical cycling on the push-out bond strength between posts and root dentin. Gen Dent 2011;59(4):e156-61.
  18. Perez BEM, Barbosa SH, Melo RM, Zamboni SC, Ozcan M, Valandro LF et al. Does the thickness of the resin cement affect the bond strength of a fiber post to the root dentin? Int J Prosthodont 2006;19(6):606-9.
  19. D’Arcangelo C, Cinelli M, De Angelis F, D’Amario M. The effect of resin cement film thickness on the pullout strength of a fiber-reinforced post system. J Prosthet Dent 2007,98(3):193-8.
  20. Sarkis-Onofre R, Skupien JA, Cenci MS, Moraes RR, Pereira-Cenci T. The role of resin cement on bond strength of glass-fiber posts luted into root canals: a systematic review and meta-analysis of in vitro studies. Oper Dent 2014;39(1):e31-44.
  21. Skupien JA, Sarkis-Onofre R, Cenci MS, Moraes RR, Pereira-Cenci T. A systematic review of factors associated with the retention of glass fiber posts. Braz Oral Res 2015;29(1):1-8.
  22. Michida SMA, Souza ROA, Bottino MA, Valandro LF. Cementation of ber post: influence of the cement insertion techniques on the bond strength of the ber post-root dentin and the quality of the cement layer. Minerva Stomatol 2010;59(11-12):633-6.
  23. Sipahi C, Piskin B, Akin GE, Bektas OO, Akin H. Adhesion between glass fiber posts and resin cement: evaluation of bond strength after various pre-treatments. Acta Odontol Scand 2014;72(7):509-15.
  24. Goncalves APR, Ogliari AO, Jardim PS, de Moraes RR. Chemical cleaning agents and bonding to glass-fiber posts. Braz Oral Res 2013;27(1):70-2.
  25. Moraes AP, Sarkis-Onofre R, Moraes RR, Cenci MS, Soares CJ, Pereira-Cenci T. Can silanization increase the retention of glass-fiber posts? A systematic review and meta-analysis of in vitro studies. Oper Dent 2015;40(6):567-80.
  26. Leme AA, Pinho AL, de Goncalves L, Correr-Sobrinho L, Sinhoreti MA. Effects of silane application on luting fiber posts using self-adhesive resin cement. J Adhes Dent 2013;15(3):269-74.
  27. Matinlinna JP, Lassila LV, Ozcan M, Yli-Urpo A, Vallittu PK. An introduction to silanes and their clinical applications in dentistry. Int J Prosthodont 2004;17(2):155-64.
  28. Bitter K, Hambarayan A, Neumann K, Blunck U, Sterzenbach G. Various irrigation protocols for final rinse to improve bond strengths of fiber posts inside the root canal. Eur J Oral Sci 2013;121(4):349-54.
  29. Vangala A, Hegde V, Sathe S, Dixit M, Jain P. Effect of irrigating solutions used for postspace treatment on the push-out bond strength of glass fiber posts. J Conserv Dent 2016;19(1):82-6.
  30. Kul E, Yeter KY, Aladag LI, Ayrancı LB. Effect of different post space irrigation procedures on the bond strength of a fiber post attached with a self-adhesive resin cement. J Prosthet Dent 2016;115(5):601-5.