Publicado em: 17/08/2017 às 10h47

A tecnologia no ajuste oclusal

Na coluna Sorriso digital, Christian Coachman debate os protocolos corretos e os materiais para os ajustes.

Um dos principais motivos das falhas restauradoras é a falta de ajustes oclusais adequados e judiciosos após a cimentação, sendo fundamental compreender os protocolos corretos e os materiais para esses ajustes.

Uma boa sugestão é realizar um ajuste inicial no dia da cimentação e, então, marcar consulta para a semana seguinte a fim de realizar o ajuste fino e completo. Isso porque, normalmente, no final de uma longa sessão de cimentação, o dentista está cansado e sem a concentração ideal para realizar um passo tão importante. Por isso, a utilização da tecnologia T-Scan também pode ser útil neste momento, auxiliando na avaliação do ajuste e na identificação de possíveis marcas que precisam ser adequadas.
 

Estágio clínico:

 

Figura 1 – Sistema T-Scan. Útil para análise da mordida, ele identifica possíveis pontos altos que podem causar falhas restauradoras.

 

Figura 2 – Sistema T-Scan, que avalia a linha do tempo dos contatos oclusais e a distribuição da carga oclusal entre os dentes. O papel carbono oclusal não permite a identificação das cargas do contato nem sua sequência no tempo.

 

Figuras 3 – Ajuste oclusal fino e entrega da placa protetora noturna.

 

Figura 4 – As marcas azuis são os contatos cêntricos, e as áreas vermelhas são os movimentos excursivos.

 

Figura 5 – Ajustes na placa protetora noturna.

 

Figura 6 – Todas as restaurações funcionam com sucesso e os tecidos moles são saudáveis.

 

Figura 7 – O paciente ainda está usando a placa, e isso pode ser confirmado pelas marcas (endentações) no acrílico.

 

Figuras 8 – A oclusão cêntrica é verificada.

 

Figuras 9 – Os movimentos excursivos são verificados e ajustados de duas maneiras, de dentro para fora (modo convencional) na imagem do lado direito e de fora para dentro (modo funcional) na imagem do lado esquerdo. As diferenças nas marcas mostram o quão importante é ajustar de fora para dentro, pois é assim que o sistema funciona de maneira natural.

 

Figuras 10 – A. Pré-operatório. B. Pós-Ortodontia e ortognática. C. Seis anos após o tratamento interdisciplinar guiado pela face.

 

Prótese e coordenador do tratamento: Marcelo Calamita / Ortognática: Marcos Pitta / Ortodontia: Adalberto de Paula / Periodontia: Paulo de Carvalho / Desenho do sorriso: Christian Coachman / Cerâmica: Edson Silva.


 

Christian Coachman

Dentista e ceramista graduado pela USP; Criador do Conceito DSD; Palestrante e consultor internacional; Membro da Academia Brasileira e Americana de Odontologia Estética; Clínica particular em São Paulo.

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