Publicado em: 27/02/2018 às 09h15

Análise do espaço negro

Christian Coachman apresenta caso clínico em que as linhas angulares dos centrais e laterais foram mantidas quase ideais e o espaço extra foi distribuído principalmente pelo canino.

Sempre gostei de tirar fotos do meu próprio trabalho, colocando-o em slide e brincando com contrastes e saturação para criar imagens completamente em preto e branco.

Analisar essas imagens é muito eficaz para ajudar nossos olhos a avaliar os rebordos incisais e a silhueta da margem incisiva. Costumo fazer essa análise antes da glaze final, o que me permite ajustar as formas. É como olhar os dentes sem olhar para eles de fato – em vez disso são visualizadas as formas no segundo plano, ou seja, o espaço negativo. Ao preencher o espaço extra, é importante trabalhar com os ângulos lineares e “empurrar o desafio” para a área mais distal.

No caso clínico apresentado a seguir, as linhas angulares dos centrais e laterais foram mantidas quase ideais e o espaço extra foi distribuído principalmente pelo canino. Além disso, os contatos mais longos foram planejados para fechar os triângulos negros, mas os ângulos lineares foram conservados de forma mais triangular para dar uma aparência natural.
 

 

 

 

Figuras 1 a 5 – Procedimento clínico realizado por David Garber e trabalho laboratorial feito por Christian Coachman.

 

 

Christian Coachman

Dentista e ceramista graduado pela USP; Criador do Conceito DSD; Palestrante e consultor internacional; Membro da Academia Brasileira e Americana de Odontologia Estética; Clínica particular em São Paulo.

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