Publicado em: 24/08/2018 às 10h11

Desafios para um sorriso harmônico

Caso clínico é planejado e executado sob os parâmetros de análise de sorriso que norteiam os tratamentos estéticos.

Em diversas situações, restauramos partes ou a totalidade dos dentes perdidos por meio de variadas técnicas e materiais, sempre com a intenção de mimetizar o natural. A execução de restaurações cerâmicas em pequena espessura é possível pela constante evolução dos materiais cerâmicos, pela especificidade das técnicas laboratoriais e pela melhoria significativa dos sistemas de união.

O fundamento de um trabalho estético adequado em dentes anteriores está na análise do sorriso. Porém, cabe lembrar que os conceitos de design de sorriso não são estáticos e específicos para forma, cor e posição de elementos dentários. É fundamental compreender que a estética não significa necessariamente simetria, e que harmonia nem sempre é equilíbrio1-2.

Seguir apenas protocolos de análise e execução de um sorriso harmônico pode resultar em restaurações artificiais e sem individualização. Resultados estéticos e funcionais otimizados podem ser obtidos por meio do conhecimento de morfologia dos dentes anteriores naturais e pela observação, análise e modificação das restaurações temporárias durante um período de tempo3-4. Assim, as restaurações finais não devem ser realizadas antes do conhecimento pleno das expectativas do paciente em relação ao tratamento restaurador, bem como sua compreensão das possíveis limitações do tratamento proposto. A obtenção de um resultado estético previsível é o objetivo de todo tratamento restaurador5.

A seguir, os autores apresentam um caso planejado e executado sob os parâmetros de análise de sorriso que norteiam os tratamentos estéticos. O paciente apresentava uma série de problemas que requeriam tratamento, entre eles, diastema, formas anômalas, discrepância de cor e espaço protético já com implantes colocados. A meta era melhorar o sorriso tanto quanto possível.

Figura 1 – Aspecto inicial. Paciente com perda óssea nos elementos 12 e 13. Apresentava insatisfação com a estética, porém, queria uma alternativa aos procedimentos de enxertia óssea e gengival.

 

Figura 2 – Modelo dentogengival metalocerâmico com preparos para facetas.

 

Figuras 3 e 4 – Visão das facetas em meia inserção no modelo.

 

Figura 5 – Facetas posicionadas.

 

Figura 6 – Visão aproximada das facetas colocadas na estrutura dentogengival. Para compor a estética vermelha, optou-se por colocar também gengiva em cerâmica nos elementos 11 e 14.

 

Figura 7 – Prova da dentogengival com preparos para facetas, para checagem da cor da gengiva e dos preparos, igualando os substratos npara mimetizar as facetas.

 

Figura 8 – Visão da adaptação das facetas. A textura é sempre muito importante, principalmente nos casos de pacientes jovens.

 

Figura 9 – Visão da adaptação das facetas na dentogengival.

 

Figura 10 – Visão geral do resultado. Nota-se a cor da gengiva artificial em harmonia no conjunto.

 

Figura 11 – Visão frontal em oclusão.

 

Figura 12 – Sorriso leve.

 

Figura 13 – Harmonia do sorriso e equilíbrio do conjunto restaurador.


 

Referências
1. Feigenbaum NL. Aspects of aesthetic smile design. Pract Periodontics Aesthet Dent 1991;3(3):9-13.
2. McLaren EA, Cao PT. Smile analysis and esthetic design: “in the zone”. Inside Dentistry 2009;4:46-8.
3. Kano P. The Anatomical shell technique: an approach to improve the esthetic predictability of CAD/CAM restorations. In Quintessence Dent Technol 2013;27-37.
4. Saavedra et al. Customizing clinical results of cosmetic treatment: a case report. PróteseNews 2014;1(1):14-2.
5. Simon H, Magne P. Clinically based diagnostic wax-up for optimal esthetics: the diagnostic mock-up. CDA Journal 2008;36(5):355-62.

 

 

 
   

Coordenador:

Hilton Riquieri

Especialista, mestre e doutor em Prótese Dentária pelo ICTUnesp, São José dos Campos/SP.

 

 

 

 
   


Alex Guilguer Claro

Graduado pela FOP/Unicamp; Especialista em Prótese Dentária pela São Leopoldo Mandic.

 

 

 

 

 
   

 

Daniel Morita da Silva

Sócio do Laboratório Orlando e Filhos (LOF); Coautor do livro do 11º Congresso Internacional de Prótese APDESPbr; Coautor do livro do 12º Congresso Internacional de Prótese APDESPbr; Coautor do livro Reabilitação de Alta Performance.