Publicado em: 11/04/2019 às 16h56

Prótese dentogengival na reabilitação de fissuras alveolares

Caso clínico busca o fechamento do espaço protético entre o 11 e o 23, com resultado estético e funcional.

As fissuras labiopalatais são malformações congênitas que trazem como consequências uma série de alterações que comprometem a estética, a fala e o posicionamento dentário. O paciente fissurado apresenta problemas severos de má-oclusão, alterando as funções de respiração, fonação, deglutição e nutrição.

A seguir, será exibida a etapa final do tratamento que buscou o fechamento do espaço protético entre o 11 e o 23, com resultados estético e funcional que alcançaram as elevadas expectativas da paciente, diante do alto grau de complexidade desse tipo de reconstrução. Trata-se de um caso clínico de fissura unilateral alveolar anterior, no qual a paciente recebeu o tratamento reabilitador desde tenra idade até a fase adulta, através de Ortopedia, mecânica ortodôntica e enxertos ósseos.

Entretanto, depois de algumas tentativas não exitosas de reconstrução alveolar para a colocação de implantes osseointegrados, optou-se por preparos tradicionais para coroa total do 11 e do 23, a fim de suportar uma prótese parcial fixa convencional. Nesse contexto, a experiência do técnico em prótese dentária torna-se fundamental desde o planejamento reverso da estrutura metálica no CAD até a tarefa de estratificação dos grandes volumes, que requer a gengiva artificial em cerâmica.

Concluiu-se que a solução desses casos pode ser oferecida somente por meio do trabalho conjunto de uma equipe multidisciplinar durante o processo de reabilitação do paciente.

Figura 1 – Foto inicial. Fazendo uso de uma prótese parcial removível, a paciente relatou ter passado, desde criança, por várias cirurgias para correção do lábio superior e infrutíferas tentativas de criação de volume ósseo através de enxertos para colocação de implantes osseointegrados na região do 21 e 22.

 

Figura 2 – Optou-se pela confecção de preparos para coroa total, como retentores de prótese parcial fixa convencional do 11 ao 23.

 

Figura 3 – Modelo de gesso, no qual é possível observar os preparos e a inexistência de rebordo alveolar na pré-maxila na região do 21 e 22.

 

Figuras 4 a 7 – Digitalização dos modelos e do projeto de estrutura metálica compensando a extensa falha óssea e que servirá de suporte para a gengiva artificial em cerâmica.

 

Figura 8 – Prova em boca da estrutura metálica.

 

Figura 9 – Molde de transferência, cujo objetivo é a fiel reprodução do arcabouço alveolar e gengival existente.

 

Figuras 10 e 11 – Início do processo de ceramização da estrutura metálica.

 

Figuras 12 a 15 – Prótese fixa dentogengival concluída.

 

Figuras 16 a 21 – Peça instalada e o resultado obtido. Observar a recomposição do alinhamento dos dentes anteriores e o suporte labial que foi conquistado pela reabilitação dentogengival, permitindo à paciente a completa inserção social.

 

 

 

 
   

Coordenador:

Hilton Riquieri

Especialista, mestre e doutor em Prótese Dentária pelo ICTUnesp, São José dos Campos/SP.

 

 

 

Autores convidados:

Leopoldo Leite

Ceramista master – Paulo Kano Institute e Spazio Education; Formação em estratificação avançada – Ivoclar Vivadent, em Liechtenstein; Formação em morfologia dentária – Ivan Ronald Dental Training Center; Aperfeiçoamento em estética dos dentes anteriores – Murilo Calgaro Dental Design Institute; Proprietário do Laboratório Leopoldo Leite.

 

 

 

 

 

 


 

João Eudes Teixeira Pinho Filho

Aluno do curso de especialização em Prótese Dentária – Unichristus; Preceptor e residência em CTBMF – Hospital Batista; Professor do curso de aperfeiçoamento de Cirurgia – ABO; Professor de Estomatologia – Unifametro.

 


 

 

 


 

Jozely Francisca Mello Lima

Especialista em Prótese Dentária – Funbeo/USP; Mestra e doutora em Reabilitação Oral – FOB/USP; Professora do Depto. de Prótese/Oclusão – Universidade Federal do Ceará.

 

 

 

 

 

 

 

Wagner Araújo de Negreiros

Doutor em Clínica Odontológica/Prótese – FOP/Unicamp; Professor da área de Prótese – Universidade Federal do Ceará; Professor do curso de especialização em Prótese Dentária – Unichristus.

 

 

 

 

 

 

Daniel Sartorelli Marques de Castro

Especialista em Prótese Dentária – APCD/Bauru; Mestre e doutor em Reabilitação Oral – FOB/USP; Doutorado sanduíche – Università degli Studi “G. d’Annunzio”, na Itália; Coordenador do curso especialização em Prótese Dentária – Unichristus.