Publicado em: 20/05/2019 às 13h06

Estratégias interessantes relacionadas a escaneamento e sobreposição de imagens

Scanner intraoral aumenta a precisão ao transferir uma nova posição de mordida obtida com splints e gabaritos para o projeto restaurador.

Muitas estratégias podem ser criadas quando se tem um scanner intraoral. Além de economizar com impressões e reduzir a distorção de modelos e registros de mordida, esse recurso também aumenta a precisão ao transferir uma nova posição de mordida obtida com splints e gabaritos para o projeto restaurador.

A sugestão é sempre escanear o paciente em cada acompanhamento ou consulta de manutenção. Ter esta informação pode ser muito útil. Ao sobrepor e comparar os modelos 3D, o cirurgião-dentista pode avaliar as alterações nas estruturas dentárias e gengivais, e também verificar a quantidade de erosão/abrasão e recessão dos tecidos moles. Os arquivos 3D não apenas ajudam a diagnosticar problemas e avaliar a evolução, mas também funcionam como uma importante ferramenta educacional visual para o paciente.

Escanear o paciente é uma maneira de preservar suas informações naturais para usá-las em uma posterior reabilitação se algo acontecer à dentição. Ao escanear a dentição dos pacientes, pode-se também começar a criar sua própria biblioteca de formas naturais. O escaneamento do paciente em momentos importantes do tratamento é recomendado para realizar procedimentos de controle de qualidade. A varredura do paciente após o aumento de coroa ou o tratamento ortodôntico nos permite sobrepor este modelo ao plano digital inicial, avaliando a precisão do procedimento e discutindo soluções para possíveis situações comprometidas.

Figura 1 – O técnico digital moderno se tornará expert em três coisas: importar, exportar e sobrepor arquivos; conectar diferentes scanners, softwares e máquinas de fresagem e impressão; e relacionar o projeto de todos os dispositivos e restaurações ao projeto inicial aprovado.

 

Figura 2 – Sobrepor as digitalizações antes e depois dos procedimentos se tornará rotina para realizar o controle de qualidade. Isso pode ser feito sobrepondo o set up digital ortodôntico pré-operatório ao resultado ortodôntico pós-operatório. Também pode ser realizado com todos os procedimentos planejados digitalmente, como colocação de implantes, aumento de coroa, restaurações, procedimentos ortognáticos etc.

 

Figuras 3 – O registro da mordida digital intraoral é uma das principais vantagens do scanner intraoral, pois evita diversos procedimentos analógicos que podem causar distorção e simplifica o processo, economizando tempo.

 

Figura 4 – Uma nova estratégia que desenvolvemos – e que com certeza se tornará rotineira – é escanear os arcos dos pacientes em todas as consultas e sobrepor os modelos, para avaliar a prorrogação/erosão dentária e as recessões de tecidos moles ao longo do tempo, criando um processo de diagnóstico surpreendente e melhorando a comunicação com o paciente.

 

Figura 5 – O mesmo pode ser feito com a mordida. Ao sobrepor as varreduras da mordida ao longo do tempo, será possível avaliar sua evolução e diagnosticar as mudanças de DVO, movimentos da mandíbula etc.


 

 

Christian Coachman

Dentista e ceramista graduado pela USP; Criador do Conceito DSD; Palestrante e consultor internacional; Membro da Academia Brasileira e Americana de Odontologia Estética; Clínica particular em São Paulo.

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