Publicado em: 03/09/2019 às 13h02

Fluxo de trabalho 3D completo com escaneamento de face

Christian Coachman ressalta que ainda há limitações para usar imagens faciais em 3D, mas elas naturalmente serão superadas e os scanners 3D são o futuro.

Em um futuro próximo, as imagens faciais em 3D tendem a eliminar a necessidade de fotos e vídeos em 2D. Vários scanners de rosto estão em desenvolvimento para colocar em prática essa nova realidade. Ainda há limitações para usar imagens faciais em 3D e para simplificar o protocolo 2D-3D, mas elas naturalmente serão superadas e os scanners 3D são o futuro. Neste ponto, as limitações de utilizar o escaneamento facial 3D em vez de fotos e vídeos são: - Custos: adquirir um scanner facial é muito caro em comparação aos smartphones. O fluxo de trabalho 2D-3D pode ser executado com excelentes resultados a partir de imagens obtidas com smartphones; - Imagens robóticas: os scanners ainda não são delicados o suficiente para identificar as nuances do sorriso e do rosto;

- Nenhum movimento: é vital desenvolver um projeto de desenho de sorriso para poder analisar o movimento, a dinâmica da face e dos lábios. Como os scanners ainda não conseguem capturar o movimento, os vídeos continuam sendo necessários. Dessa forma, faz mais sentido capturar as imagens relevantes do vídeo do que adicionar uma etapa extra – no caso, a varredura facial;

- Adiciona-se um passo extra, já que a foto e principalmente o vídeo ainda são necessários;

- Ao utilizar imagens 3D, é preciso pausar a tela do computador para trabalhar e analisar as informações. Ao congelar uma imagem 3D na tela, ela se torna automaticamente 2D, portanto, ao desenhar linhas, 2D e 3D tornam-se iguais.

Por enquanto, a maior vantagem dos scanners faciais é o fato de que todos os ângulos do rosto estão presentes, eliminando o desafio de clicar na foto no ângulo perfeito. Este é o mesmo princípio de usar o vídeo em vez da foto. Ao filmar o paciente, pode-se ter vários ângulos e escolher o desejado para fazer uma tela de impressão do vídeo.

No futuro, os scanners faciais poderão capturar a delicadeza do rosto e dos movimentos. Quando esse dia chegar, as fotos e os vídeos não serão mais necessários no diagnóstico, no desenho e no planejamento odontológico.
 

Figuras 1 – Escaneamento facial 3D e workfl ow desenvolvidos pelo Dr. Jacobo Somoza.


 

Integração de movimentos funcionais reais

Os articuladores virtuais já são uma realidade e podem ser integrados à tomografia computadorizada de feixe cônico e às digitalizações 3D. Também podem realizar todos os movimentos do articulador analógico, o que significa que eles trazem as vantagens e também as desvantagens desse modelo. Sabemos que, ao ajustar a mordida em um articulador, tentamos 1a  reproduzir os movimentos reais da mandíbula, que nunca serão idênticos à boca. Esta discrepância irá gerar ajustes intraorais. As limitações só serão superadas ao reproduzir os movimentos reais da mandíbula. Por esse motivo, diversas equipes em todo o mundo têm trabalhado em sensores e dispositivos rastreadores mandibulares.


 

Christian Coachman

Dentista e ceramista graduado pela USP; Criador do Conceito DSD; Palestrante e consultor internacional; Membro da Academia Brasileira e Americana de Odontologia Estética; Clínica particular em São Paulo.

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